Diário de Bordo II

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No dia em que celebrei o meu segundo Dia do Tradutor como trabalhadora independente a trabalhar a partir de casa, estive de férias.

Quis o destino (e talvez um copo a mais na noite anterior) que me esquecesse de pôr a carregar o telemóvel e acabei por passar grande parte do dia fora da rede.

Foi uma bênção muito bem vinda. Teria sido impossível relaxar a ler a fantástica obra de Angeles Doñate, Cartas por um Sonho. E não sou leviana no uso da palavra fantástica. Acreditem quando digo que é simplesmente um deleite ler este livro. Uma imaginação profunda e muito amor às palavras reinam nestas páginas. As histórias sucedem-se e mergulhamos de cabeça no mundo da correspondência escrita, por entre as palavras e as vidas de personagens tão reais como o papel sobre o qual lemos as letras diante de nós. 

Chegada ao quarto, porém, não pude escapar e a realidade apanhou-me. No email pedidos de trabalho sucediam-se e o tempo urgia. 

Por isso, naquele nosso dia do Tradutor, invadiu-me apenas um desejo de agradecer ao universo por poder continuar a fazer aquilo de que gosto, quando quero e posso. 

O tempo não é nada senão vento. Há então que apanhar as rédeas do vendaval e saber navegar nas suas ondas incertas, sem perder de vista o passado, celebrando todos os dias o presente e respeitando a iminência do futuro. 

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