Desafio Foto/Escrita #2

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É incrível como quando conseguimos ver o copo meio cheio sentimos o mundo infinitamente melhor!

Tenho lido muito sobre como o poder de mudar de perspetiva depende única e exclusivamente de nós. Não do que nos acontece, das pessoas à nossa volta, do dinheiro ou até saúde que tenhamos. Depende daquilo em que acreditamos intrinsecamente. Depende daquilo a que nos dedicamos, a que nos comprometemos sem receios nem dúvidas.

P1040393A foto do dia 5 (acima) vai de mão em mão com a de dia 10. O amor pela comida é inegável por estes lados. É, de facto, algo a que nos dedicamos cá por casa. Seja na forma de um belo sumo natural, seja numa receita fácil e rápida, surpreendentemente deliciosa na simplicidade de uma mão cheia de ingredientes.

Continuando com as minhas leituras, cada vez mais fico com a noção reforçada que o passado, embora não seja imutável, pode mudar dentro de nós. Basta mudarmos, ou aprendermos a mudar, a ideia que temos desse nosso passado.

Um exemplo desta mentalização será a experiência traumática de tortura psicológica em que a pessoa acaba convencida de factos e supostas verdades que nunca lhe aconteceram. Neste caso, o processo de mudança de crença é despoletado, e alimentado, pelo terror.

Seguindo a psicologia positiva, a ideia do pensamento positivo é também capaz de transformar a vida de uma pessoa. Claro que vai muito além da verbalização de pensamentos positivos e alegres.

Resumindo, é um diálogo interno construtivo, exigente na sua manutenção e perpetuação, no sentido em que é apenas dependente da capacidade do eu se distanciar e criar uma rotina de análise construtiva de todas as situações, boas ou más. A capacidade de relativizar e conseguir retirar sempre um ensinamento daquilo que experiencia.

Como bem sabemos, é extremamente difícil encarar doenças, divórcios, mortes, desemprego e muitas outras “tragédias” de cara alegre, o sofrimento faz parte de quem somos.

Contudo, algo há a dizer sobre as pessoas que se afirmam como crentes do pensamento positivo e como as vemos a atravessar a vida. Uma definição parece ser constante nas suas descrições: pessoas mais leves. Parecem livres do fardo que todos carregamos, se não por completo, pelo menos parcialmente.

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Quando penso na fotografia do dia 6, penso em como me senti feliz, apesar de ter recapitulado outras histórias do passado menos boas. Quero aprender a mudar o meu passado.

Foi uma semana bem passada, com ponto alto na conversa/concerto intimista no Museu do Futebol Clube do Porto com uma doce Manuela Azevedo e um mais tímido do que o que esperava Hélder Gonçalves, dos Clã.

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Arrumei finalmente as decorações de Natal e agora a casa volta a parecer mais vazia. Fico sempre com esta sensação, não há como fugir. Como se o mundo encantado tivesse sempre um prazo de validade.

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No dia 8, a falsa primeira sexta-feira do ano, dediquei-me um pouco à rotina de que tanto fujo e fomos à visita (quase) semanal. É estranho como a vida nos puxa e repuxa em direções contraditórias. Quem diria que ali, à direita, voltaria tantas vezes?

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E não só ali, mas à terra natal. Por muito que viajemos, emigremos, trabalhemos e criemos raízes em outras partes do planeta, há paisagens que levamos impressas na memória. Há sítios que ainda nos fazem parar o carro e ficar ali um pouco, a ver o que mudou e o que permanece igual. Porque por muito que corramos atrás de algo que nos faça mudar de perspetiva, para isso é indispensável ter um ponto de abrigo onde possamos sempre ter os pés assentes no chão.

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