Diário de um Sonho VI

Depois de visitarmos quatro cidades e percorrermos a parte da viagem mais dedicada à história dos USA, a semana estava reservada para a Natureza. Ter o carro já significava mais liberdade e cada um dos sítios que visitámos foi arrebatador. Esta foto continua a ser das minhas favoritas, de mãos dadas a 974 metros de altitude, sentimos que tudo é possível!

Estado de Kentucky – 22 de setembro de 2019

“A semana que passou foi tão povoada de momentos inesquecíveis que mais parece que passou um mês.

A segunda-feira foi passada em descanso na casa da Alexia, em quem creio termos encontrado uma amiga para a vida! Fizemos um farnel e fomos até a um lago próximo, o Sherando Lake, no Wintergreen Resort. A viagem pelas montanhas foi uma previsão para os dias que se seguiriam e a calma que encontrámos foi um bálsamo para a alma. O Elias a cozinhar, a conversa com a Alexia, para uma semana na natureza que culminaria em Nashville.

No dia seguinte, a viagem foi curta até à Natural Bridge, uma ponte natural com mais de 500 milhões de anos!!! É surpreendente virar a esquina e depararmo-nos com aquela força da natureza! É, como creio que já foi dito, mais um local de veneração do que uma igreja. O passeio foi o treino para o dia seguinte.

Seguir parte do Appalachian Trail até ao McAfee Knob! Que dureza! Não é de todo um trilho difícil, nem perigoso, mas a subida incessante da segunda metade do caminho é toda uma montanha a dizer-nos: se queres a recompensa, tens de te esforçar…

Ao fim de duas horas, estar no topo daquela rocha a vislumbrar as Blue Ridge Mountains na sua imensidão é revigorante. Todas aquelas endorfinas são libertadas e é impossível não sentir uma força e gratidão sem fim! Só de recordar, sinto o coração a acelerar.

Os dois dias seguintes foram passados em viagem. Decidimos passar a noite em Corbin, terra do KFC original, onde lá fomos entupir as veias. Mais uma checa!

E a caminho de Nashville vimos as Cumberland Falls, ainda no estado do Kentucky. As chamadas Niagara do Sul merecem uma visita, apesar das várias personagens que a populam, a saltar vedações, poluir as águas e aproximar-se demais a ver se caem…

Mas ainda mais nesta altura do ano, inícios de outono, com as folhas a mudar de cor e a cair, foi o verdadeiro passeio de conto de fadas.”

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