Diário de um Sonho X

Este foi um registo curto, mas que me deu alegria escrever. Estávamos no segundo mês da viagem e já nos sentíamos ambientados. Dallas foi um ótima surpresa, é realmente agradável, fácil de visitar. A paragem em Amarillo foi só isso, uma paragem depois de vários quilómetros de pó e a visita de saída no domingo foi impressionante: estando em pleno “Bible Belt” uma zona muito religiosa, àquela hora não vimos literalmente ninguém! Era quase meio-dia e só havia carros estacionados à porta das igrejas, mas nem uma alminha a passear. Incrível. O quarto fabuloso, numa casa que acabou por ser só nossa nessa noite, foi perfeito – as maravilhas do Airbnb!

Estado do Texas – 5 de outubro

“Dallas é uma cidade cheia de vida, rica, com ótima qualidade de vida. Talvez a mais limpa por onde passámos até agora, inclusive em Deep Ellum, onde abundam bares de todo o tipo e feitio, mas cheios de pinta.

A cidade tem um Art District enorme, parques para se desfrutar do exterior com sombras e espaços de qualidade e até um centro histórico intacto: onde o Presidente John F. Kennedy foi assassinado. É triste ver aquele X e tudo o que simbolizou, ler o discurso que ficou por dar e pensar no que poderia ter sido. Mas a América é mesmo assim, uma terra vasta de contrastes quase inimagináveis, um retrato fiel de tanto de bom como de mau.

No entanto, a cidade conseguiu reinventar-se – tem uma atividade económica crescente, e até as poucas pessoas com quem interagimos emanavam essa energia. Algo que acontece imenso por lá é perguntarem-nos a toda a hora de onde somos e como fomos ali parar. Numa dessas conversas, um assistente de loja explicou-nos que Dallas é a única cidade americana a crescer tanto economicamente sem um porto.

Por lá vimos também centros comerciais de luxo lindos, uma zona residencial também de luxo incrível e tudo muito bem cuidado. Além disso, não é cara, há estacionamento que chegue e a casa que escolhemos era bem porreira. O artista meio carpinteiro meio qualquer outra coisa que não percebi, até a porta da entrada deixava aberta. Não chegámos a passar 48 horas na cidade, mas foi 100 em 100!

Pelo caminho, lá fomos explorar mais um parque e uma mini queda de água, Wichita Falls, sob um sol abrasador. Era já a preparação para os dias no deserto…”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.