Diário de um Sonho XIII

É impossível não voltar a estas fotos sem ter sempre a mesma reação: uauuu! Ver os vídeos chega a parecer pouco face à forma como nos sentimos assoberbados quando vemos o Grand Canyon. Um daqueles sítios que cumpri na minha lista de desejos e que mais ultrapassou qualquer expectativa, sem dúvida!

16 de Outubro – Estados do Arizona e Nevada

“Foi o passo perfeito para depois nos depararmos com o Grand Canyon! Chegámos ao final do dia, mesmo a tempo do pôr do sol, e foi glorioso! Só vendo é que é realmente possível ter noção da dimensão absurda dos canyons e do efeito fantástico na paisagem.

Durante quatro, cinco dias estivemos a 2200 metros de altitude. O corpo toma o seu tempo a habituar-se. Mas quando finalmente atravessámos o parque até à nossa estadia na Yavapi Lodge, já era de noite e bem frio: 8 graus. Ou seja, foi fazer ninho no quarto e ver um programa sobre o asteroide que destruiu os dinossauros. Que adequado.

O dia seguinte foi passado a explorar a parte da Village e do hotel que tem vista direta para o Canyon, com um salão enorme e lareira a combinar, para outras carteiras, hehe. Explorámos um pouco do trilho Angeltrail (assustador) e depois fomos fazendo os vários pontos do Hermit’s Rest até ao ponto mais a oeste. A cada miradouro, ficámos ainda mais deslumbrados. Ver o rio Colorado lá bem em baixo é poderoso. Faz-nos sentir pequeninos…

Com a energia da nossa comidinha sempre fresca (graças ao super saco térmico comprado assim que alugámos carro e às compras sempre de prevenção, visto que por aquelas zonas quase não há supermercados e é tudo bastante inflacionado), acabámos por conseguir ver quase todos os pontos de visita. E à saída, pelas 16 h, ainda fomos a tempo de ver uma família de alces a desfrutar da vegetação do parque, tranquilos e serenos, enquanto os humanos se despediam daquela imensidão nas suas máquinas mal-cheirosas.

O caminho até Flagstaff foi um sonho de outono: as árvores já repletas de folhas amarelas, vermelhas, sempre de frente para os San Francisco Peaks e aquelas planícies lindas, douradas pela época e pela luz do final da tarde.

Quando abrimos a porta da casa que alugámos para descansar uns dias, inalámos os aromas e sentimos o carinho e conforto que nos esperava, pudemos respirar de alívio. Aqui até vivíamos!

Quando acordei de manhã e fui ver o pátio, estava tudo tão bonito! Ficar naquela casa foi restaurador. Dos livros à música (em CD!), ao sofá e à banheira. Entretanto, vimos Júpiter e Saturno no Observatório Lowell, onde as temperaturas desceram a uma delícia negativa e já pudemos antecipar o outono.

Uma vez em Flagstaff, é impossível não visitar Sedona, palco de inúmeros filmes Western e basicamente uma pequena vila desenhada nos socalcos de uma montanha de cor tijolo. O estado do Arizona merecia um mês só para podermos explorar à vontade, mas não nos era de todo possível.

E agora chegámos a Palm Springs, depois de um desvio inesperado até Las Vegas. Por fim, deixei-me convencer aqui pelo condutor, que argumentou: é uma vez na vida. E esse é o meu mote, precisamente, como poderia recusar?

Nem 24 horas lá estivemos, mas tivemos direito a tudo: quarto espetacular no The Signature, piscina ao sol; banho de jacuzzi, visita a todo o strip, espetáculo das fontes no Bellagio, espetáculo de fogo à distância no The Mirage. E passeio pelo The Venetian, onde o céu pintado nos deixa o cérebro totalmente confuso. Ah! E, claro, comprinhas na loja da M&M’s. 

« 1 de 2 »

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.