Fomos à neve, mas… não havia neve.

Pois é, planeou-se tudo ao pormenor, marcou-se com antecedência, avisou-se quem de direito a nível de trabalho, de dogsitting, e conseguimos combinar horas. Chegados a Pobra de Tribes, já se sabia que não havia neve em Manzaneda, mas como podem ver, isso não nos impediu de nos equiparmos a rigor e ficar com um recuerdo.

É assim a vidinha, nada se controla: há que ajustar a disposição e simplesmente aproveitar a vida tranquila da montanha. E como sempre, passear é daquelas coisas boas que eu gosto de partilhar. A visita acabou por centrar-se no Pazo Barbeirón Slow Hotel, uma propriedade do séc. XVIII com terras a perder de vista e um acolhimento cinco estrelas.

O melhor de tudo é que desta vez não tive de mexer uma palha! O planeamento e marcação ficou fora das nossas mãos e devo dizer que isto de dizer só que sim ou que não é muito mais relaxante. Nada de pesquisas minuciosas, de leituras atentas, nem comparações difíceis. É só estar pronto à hora certa e ir.

Chegados ao Pazo Barbeirón, é notória a atenção ao detalhe, desde o restauro impecável do próprio Pazo, ao vinho tinto Ponte da Boga oferecido numa sala quentinha, sem esquecer os quartos típicos extremamente limpos e cuidados.

A simpatia do casal que está a explorar o local é incrível, e com toda a sua tranquilidade, o Martiño fez-nos sentir muito à vontade neste nosso fim de semana na “neve”. É tão charmoso, com a sua charrete na sala de pequeno-almoço e todos os detalhes em madeira que o tempo foi passando sem darmos por ele.

O objetivo era ir fazer muito sku, anjinhos na neve e chegar à noite e dormir como bebés. Mas a meteorologia tinha outros planos para nós e acabámos por ter mais tempo para conhecer Castro Caldelas, uma localidade com um castelo que estava fechado no sábado e com um cemitério com umas vistas de tirar o fôlego.

A vila é pequenita, mas tem tudo, bodegas onde comprar todo o tipo de licores e queijos premiados, a casas antigas e de marqueses, a arte urbana nas paredes e gente simpática que fica a olhar para os forasteiros até lhes tirar a pinta. Tudo sempre com a maior das calmas, ali o tempo passa mais devagar.

Acabámos por poder ver a quinta com mais forças nas pernas e aproveitar este sol de inverno que parece que vem sempre na hora certa para nos fazer apreciar a beleza da natureza. Pudemos brincar com o Coco, o cão adotado, ver o cavalo nas suas calmas a comer, as cabritas a pastar e as vaquinhas curiosas que até festinhas se deixaram receber.

Um fim de semana rural, portanto, com pãozinho caseiro e “bica” tradicional da zona ao pequeno-almoço – acompanhado de muita risada a ver que se fartou de nevar por aí fora, menos onde nós estávamos.

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