Temos de falar sobre isto: Pilates!

Quem me conhece sabe que exercício físico não é lá comigo. Chego ao cúmulo de classificar as minhas caminhadas com o cão como “exercício regular”, apenas para levar sempre o mesmo sermão: tens de te mexer, sair da cadeira!

É difícil. Tudo o que gosto de fazer, posso fazer sentada. E o meu trabalho exige o quê? Muitas horas sentadas. E a minha capacidade física? Nada por aí além, considerando a minha bronquite asmática e a minha altura de sardinha portuguesa.

Mas o final do ano passado e início deste 2018 incluíram um número exagerado de horas em frente ao computador. Por muito que tentasse, era sempre “só mais uns minutos. Agora é só rever, agora é só corrigir, já agora, começo aquilo que ainda me falta e…” Passei dois meses em que a taxa de tempo sentada deve ter sido extremamente alta.

Resultado: senti-me totalmente entorpecida e gasta. Como se o meu corpo não pudesse fazer mais do que arrastar-se do quarto para o escritório, para a sala.

Tal desgaste foi o princípio desta bela nova experiência chamada Pilates. Ena, que exercício mais espetacular.

Em vez de ter uma professora aos gritos por cima de uma música animada a mandar-me pegar nos pesos e depois a não ouvir o resto das instruções importantes, tenho um senhor todo tranquilo e sereno com sapatos de ballet a ensinar-nos o que fazer e a corrigir-nos, sem pressas.

Em vez de me envergonhar com a minha coordenação de onça numa aula de zumba em que provavelmente acabaria por dar um banano a alguém e a ter de pagar uma indemnização, a principal preocupação aqui é respirar corretamente e deixar o corpo alongar ao máximo, sempre dentro do nosso limite confortável.

Em Pilates suspeito que uma pessoa na turma já largou um gás inadvertidamente, e não houve drama. Acontece, o corpo está a relaxar e a alongar em posições como a da montanha ou a do esqui, e ups! Às vezes não mandamos no nosso corpo.

Em Pilates, olhamos para o espelho porque temos de nos concentrar e não para ver o contorno elegante da tipa que claramente passa tempo demais no ginásio. Não ouço gritos de esforço, mas também não me aborreço ao fechar os olhos como quando experimentei ioga, duas vezes. Da primeira quase adormecia. É verdade.

Em suma, já vou no meu terceiro mês de aulas e só faltei uma vez porque não quis infetar a turma com os meus germes da gripe. Vou para lá com um sorriso na cara e volto cheia de vontade de fazer coisas, a sentir-me revigorada e nunca, nunca me senti tão bem das costas. (Exceto, claro, quando tinha 20 anos e nem pensava nisso 😛 !)

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